Resumo Rápido: Fazer problematização de um projeto de pesquisa é identificar e formular claramente a questão central a ser investigada, transformando um tema amplo em um problema específico, delimitado e relevante para a ciência. É o ponto de partida que direciona toda a investigação.
- Delimita o escopo do estudo, evitando abordagens genéricas.
- Garante a originalidade e relevância científica da pesquisa.
- Orienta a definição dos objetivos e da metodologia.
- Estabelece o “porquê” da investigação, justificando seu valor.
Tempo de leitura: 33 min | Dificuldade: Média
- Entendendo o Conceito: O Que é uma Problematização?
- Do Interesse ao Tema: Delimitando o Campo de Investigação
- A Revisão Preliminar: Mapeando o Que Já se Sabe
- Identificando a Lacuna: A Pergunta que Ninguém Fez
- Formulação do Problema de Pesquisa: Clareza e Foco
- Da Problematização aos Objetivos: Alinhando a Investigação
Elaborar uma problematização eficaz é o alicerce de qualquer projeto de pesquisa de qualidade. Mais do que simplesmente identificar um tema, trata-se de delimitar com precisão uma lacuna do conhecimento, um conflito teórico ou uma necessidade prática que justifique a investigação científica. Este guia prático vai conduzi-lo passo a passo no processo de construir uma problematização sólida e persuasiva para o seu trabalho.

Entendendo o Conceito: O Que é uma Problematização?
A problematização é o coração e a alma de qualquer projeto de pesquisa sério. Ela vai muito além de simplesmente “escolher um tema”. Em essência, problematizar é identificar, delimitar e formular com clareza um problema específico a ser investigado. É a arte de transformar uma curiosidade ampla em uma pergunta de pesquisa precisa, relevante e viável.
Sem uma boa problematização, o estudo perde direção, foco e significado científico. Portanto, dominar a técnica para fazer problematização de um projeto de pesquisa é a habilidade mais crucial para um pesquisador. Ela define o rumo de toda a coleta e análise de dados. Um estudo com uma problematização bem-feita tem 40% mais chances de ser aprovado por agências de fomento, segundo análise de editais da CAPES.
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Os Pilares Fundamentais de uma Boa Problematização
Uma problematização robusta se apoia em três pilares interconectados. Primeiro, a relevância: o problema precisa ter importância teórica, social ou prática. Em segundo lugar, a novidade: ele deve trazer uma contribuição, ainda que incremental, ao conhecimento existente. Por fim, a exequibilidade: o pesquisador precisa ter acesso aos dados e métodos necessários para investigá-lo.
Dessa forma, ao fazer problematização de um projeto de pesquisa, você está construindo as fundações do seu trabalho. Ignorar qualquer um desses pilares compromete toda a estrutura. Um exemplo prático: em vez de pesquisar “a educação no Brasil” (tema amplo), problematiza-se “como a evasão escolar no ensino médio de escolas públicas da região X foi impactada pela pandemia de COVID-19 entre 2020 e 2022?”.
A formulação final do problema geralmente aparece como uma pergunta direta ou uma afirmação que explicita uma lacuna. Além disso, ela deve surgir de uma revisão preliminar da literatura. Essa revisão mostra o que já se sabe e, principalmente, o que ainda não foi respondido. Portanto, a problematização é um diálogo crítico com a produção acadêmica anterior. Ela não nasce no vácuo, mas sim do engajamento com o estado da arte da sua área. Consequentemente, um problema bem formulado guia a definição dos objetivos e justifica a metodologia a ser empregada.
Como Fazer Problematização de um Projeto de Pesquisa: Passo a Passo
Para fazer problematização de um projeto de pesquisa de forma eficaz, siga um roteiro estruturado. Comece escolhendo um tema de seu interesse e faça uma leitura exploratória. Em seguida, restrinja o escopo geográfico, temporal e conceitual. A pergunta “como?”, “por que?” ou “quais os efeitos de?” são excelentes pontos de partida. Um método eficiente é o “5W2H”, adaptado para pesquisa. Liste as lacunas identificadas na literatura e escolha a mais promissora. Dessa forma, você transforma uma inquietação em um problema investigável.
- 1. Leitura Exploratória: Identifique os principais debates e autores sobre o tema.
- 2. Identificação da Lacuna: O que ainda não foi respondido ou precisa ser atualizado? (Ex.: “Há poucos estudos sobre o público idoso e redes sociais no contexto rural”).
- 3. Delimitação: Especifique o local, o período, a população e os conceitos-chave.
- 4. Formulação da Pergunta: Transforme a lacuna em uma pergunta clara e objetiva.
- 5. Teste de Viabilidade: Avalie se há fontes de dados, bibliografia e métodos para respondê-la.
- 6. Revisão e Ajuste: Apresente a problematização a colegas ou orientadores para refiná-la.
Um dado concreto reforça a importância deste processo: aproximadamente 60% das reprovações em qualificações de mestrado e doutorado estão relacionadas a problemas mal formulados ou de escopo inadequado. Portanto, dedicar tempo a esta etapa não é um luxo, mas uma necessidade. Além disso, uma problematização nítida economiza tempo e recursos nas fases posteriores. Ela funciona como um filtro, ajudando a descartar caminhos dispersivos e a manter o foco na questão central que move a investigação.
Erros Comuns e Como Evitá-los na Hora de Problematizar
Vários equívocos podem enfraquecer uma problematização. O mais comum é formular um problema demasiadamente amplo ou vago. Outro erro frequente é confundir o problema de pesquisa com o objeto de estudo. Por exemplo, “a gestão de resíduos sólidos” é o objeto; o problema seria “por que a taxa de reciclagem do município Y permanece abaixo de 10% apesar da implantação da coleta seletiva?”. Evitar esses erros exige prática e crítica constante. Solicitar feedback é uma estratégia infalível para identificar falhas na lógica ou na clareza da problematização proposta.
Um terceiro erro grave é propor um problema para o qual você já presume ter a resposta. A pesquisa deve ser um caminho de descoberta, não uma confirmação de viés. Da mesma forma, problemas que são meras descrições (“como é feito o processo X?”) têm menor impacto científico do que aqueles que buscam explicar relações de causa e efeito.
Portanto, ao fazer problematização de um projeto de pesquisa, busque perguntas que explorem o “porquê” e o “como” dos fenômenos. Finalmente, assegure-se de que o problema seja de fato uma questão passível de investigação empírica ou teórica, e não um dilema filosófico ou moral sem possibilidade de análise sistemática.
Do Interesse ao Tema: Delimitando o Campo de Investigação
💡 Dica prática: Para aprofundar este tópico, confira nosso Web Story: Como Fazer Problematização de um Projeto de Pesquisa: Guia Completo
A transição de um interesse amplo para um tema de pesquisa viável é um dos passos mais desafiadores na jornada acadêmica. Muitos pesquisadores iniciantes partem de uma curiosidade geral, como “impacto da tecnologia na educação” ou “desigualdades sociais”. No entanto, um tema ainda é uma área vasta.
A verdadeira fundação de um projeto sólido começa quando esse tema é submetido a um processo rigoroso de questionamento e delimitação. É nesse momento que se prepara o terreno para fazer problematização de um projeto de pesquisa.
Este processo exige um mergulho profundo na literatura existente para identificar as lacunas, contradições ou aspectos não resolvidos que justificam uma nova investigação. Portanto, delimitar o campo é essencial para transformar uma ideia vaga em um caminho claro e factível de estudo.
Da Revisão Bibliográfica à Identificação do “Buraco” no Conhecimento
A revisão da literatura não é uma mera formalidade. Ela é a ferramenta principal para mapear o que já se sabe sobre o tema. O objetivo é identificar o “buraco” no conhecimento. Por exemplo, ao pesquisar sobre “ansiedade em estudantes universitários”, a literatura pode ser vasta.
No entanto, uma revisão minuciosa pode revelar que há poucos estudos longitudinais sobre o impacto específico das redes sociais nesse grupo durante a pandemia. Dessa forma, a delimitação ocorre naturalmente: de “ansiedade em universitários” para “a influência do uso do Instagram nos níveis de ansiedade de calouros de cursos de exatas no período pós-pandêmico”.
Este é o ponto de partida para estruturar a pergunta de pesquisa. Além disso, dados concretos ajudam nessa delimitação: segundo uma pesquisa, 74% dos artigos rejeitados em periódicos científicos sofrem com problemas de delimitação e justificativa fraca.
Como Fazer a Problematização de um Projeto de Pesquisa
Problematizar é formular o problema de pesquisa de maneira clara e argumentada. Significa mostrar por que sua pergunta é relevante e ainda não foi respondida satisfatoriamente. Para fazer problematização de um projeto de pesquisa de forma eficaz, é necessário construir um raciocínio lógico. Comece apresentando o contexto geral e o consenso atual sobre o tema.
Em seguida, introduza um “mas” ou “contudo” que aponte para uma limitação, uma contradição ou uma nova perspectiva. Por exemplo: “Estudos consolidados demonstram a eficácia do método X no ensino de ciências (contexto).
Contudo, sua aplicação em ambientes remotos de alta vulnerabilidade social ainda não foi sistematicamente avaliada (problema)”. A problematização deve culminar na pergunta de pesquisa, que guiará todo o trabalho subsequente.
- 1. Contextualize o tema com base na literatura.
- 2. Apresente os limites ou contradições do conhecimento atual.
- 3. Justifique a relevância acadêmica e social de resolver essa lacuna.
- 4. Formule a pergunta de pesquisa de maneira precisa e investigável.
- 5. Certifique-se de que a pergunta é factível dentro dos seus recursos e prazos.
Exemplos Práticos e Armadilhas Comuns a Evitar
Um exemplo prático de delimitação e problematização pode ser visto em Ciências Sociais. Tema amplo: “Movimentos sociais urbanos”. Tema delimitado: “A atuação do movimento de moradia na região central de São Paulo entre 2015-2020”.
Problematização: “Embora a judicialização das demandas por moradia seja uma estratégia documentada, pouco se sabe sobre como a atuação em redes sociais digitais alterou as táticas de pressão política desses grupos no período citado”.
Uma armadilha comum é confundir tema com problema. O tema é o assunto; o problema é a questão específica dentro dele que você vai investigar. Outro erro frequente, presente em cerca de 30% das propostas iniciais, é formular perguntas demasiadamente amplas ou que já possuem resposta consolidada. Portanto, sempre questione: minha pergunta é focada? Ela demanda coleta e análise de dados originais? Ela contribui para o campo? Essa reflexão crítica é a espinha dorsal de um projeto bem-sucedido.
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A Revisão Preliminar: Mapeando o Que Já se Sabe
Antes de formular perguntas originais, é essencial compreender o terreno intelectual existente. A revisão preliminar da literatura é a base sólida para fazer problematização de um projeto de pesquisa com rigor.
Este estágio inicial vai muito além de uma simples leitura. Trata-se de um mapeamento crítico e sistemático do conhecimento já produzido sobre o tema de interesse. Dessa forma, você identifica teorias consolidadas, metodologias aplicadas, resultados encontrados e, o mais crucial, as lacunas e contradições. Um estudo da “Journal of Academic Librarianship” indica que pesquisadores que dedicam 25-30% do tempo de planejamento à revisão preliminar têm 40% mais chances de definir um problema de pesquisa claro e viável. Portanto, investir nessa etapa é economizar tempo e aumentar a precisão da sua investigação futura.
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Identificando Lacunas e Contradições na Literatura
A leitura crítica é a ferramenta principal aqui. Você não deve apenas resumir artigos. Deve analisá-los comparativamente. Busque pontos onde os estudos discordam, onde as conclusões são limitadas por amostras pequenas ou onde novas variáveis sociais ou tecnológicas ainda não foram consideradas.
Por exemplo, se vários estudos analisam o impacto das redes sociais no aprendizado de adolescentes com conclusões conflitantes, há uma contradição a ser explorada. Além disso, observe se a literatura se concentra em um único contexto geográfico ou grupo social, ignorando outros. Essas lacunas são oportunidades valiosas. Elas sinalizam onde seu projeto pode contribuir para preencher um vazio de conhecimento ou resolver um debate acadêmico.
Para sistematizar essa busca por lacunas, faça as seguintes perguntas durante a leitura: Os autores sugerem caminhos para pesquisas futuras? As metodologias utilizadas são sempre as mesmas, deixando espaço para uma abordagem diferente? Os estudos são recentes o suficiente para capturar fenômenos atuais? Um levantamento em 2023 mostrou que 68% dos problemas de pesquisa robustos surgiram da análise de limitações apontadas em artigos anteriores. Dessa forma, a revisão não é passiva. É uma atividade dialógica onde você constrói seu argumento sobre os ombros dos estudiosos que o antecederam.
Como a Revisão Preliminar Alimenta a Problematização
Este é o momento de conectar o mapeamento à ação de fazer problematização de um projeto de pesquisa. A problematização nasce diretamente das lacunas e contradições identificadas. A revisão fornece os elementos concretos para você formular seu “problema”: uma questão específica, relevante e ainda não respondida satisfatoriamente pela comunidade científica. Sem essa base, você corre o risco de investigar algo óbvio, já amplamente documentado, ou algo demasiado vago. A problematização bem-feita é, portanto, uma ponte entre o conhecimento estabelecido e a contribuição original que você propõe.
Vamos a um exemplo prático. Suponha que sua revisão sobre “evasão escolar no ensino médio” revele:
- 1. 80% dos estudos nacionais focam em fatores econômicos como causa principal.
- 2. Apenas 15% investigam sistematicamente a relação com a saúde mental dos estudantes.
- 3. Há uma escassez de pesquisas longitudinais (que acompanham os mesmos alunos ao longo do tempo).
- 4. Uma meta-análise de 2022 aponta que intervenções baseadas apenas em auxílio financeiro têm eficácia limitada (aumento de apenas 8% na permanência).
Esses dados concretos permitem problematizar de forma precisa: “Como fatores de saúde mental, negligenciados na literatura predominante, interagem com as condições econômicas para influenciar a decisão de evasão, e que intervenções integradas poderiam ser mais eficazes?”.
Ferramentas e Estratégias para uma Revisão Eficiente
Para otimizar essa etapa crucial, adote uma estratégia organizada. Comece definindo palavras-chave booleanas para buscas em bases de dados acadêmicas (ex.: Scopus, Web of Science, SciELO). Use gerenciadores de referências como Zotero ou Mendeley para catalogar e classificar os artigos. Crie uma planilha ou tabela síntese para extrair e comparar rapidamente os elementos centrais de cada trabalho. Inclua colunas para: objetivo do estudo, metodologia, amostra, principais resultados e limitações apontadas.
Essa visualização lado a lado é poderosa. Ela torna padrões e buracos evidentes. Além disso, não se limite aos resultados. Leia atentamente as seções de discussão e conclusão, onde os autores frequentemente destacam as limitações de seu próprio trabalho e sugerem futuras investigações. Essas sugestões são dicas preciosas para quem precisa fazer problematização de um projeto de pesquisa.
Por fim, estabeleça um escopo temporal e geográfico para sua revisão. Decida se focará nos últimos 5 ou 10 anos, e se considerará apenas estudos nacionais ou também internacionais para benchmark. Lembre-se: o objetivo não é esgotar a literatura (isso é a revisão sistemática posterior), mas sim obter uma compreensão abrangente e crítica do campo. Dessa forma, você estará perfeitamente equipado para formular um problema de pesquisa que seja, ao mesmo tempo, ancorado no conhecimento existente e inovador em sua proposta.
Identificando a Lacuna: A Pergunta que Ninguém Fez
A problematização é o coração de um projeto de pesquisa. Ela vai muito além de simplesmente escolher um tema. Na verdade, é o processo de identificar, delimitar e formular um problema específico dentro de um campo de conhecimento. Esse problema surge de uma lacuna, uma contradição ou uma questão ainda não respondida pela literatura existente.
Portanto, uma boa problematização transforma um interesse amplo em uma investigação viável e relevante. Ela justifica a necessidade do estudo e direciona toda a metodologia. Sem uma problematização bem-feita, a pesquisa perde foco e significado acadêmico. Dessa forma, dominar como fazer problematização de um projeto de pesquisa é a habilidade mais crítica para qualquer pesquisador.
Do Tema Vago ao Problema Delimitado: Um Processo em Etapas
O caminho para uma problematização sólida é sistemático. Primeiro, parte-se de um tema de interesse geral, como “ansiedade em estudantes universitários”. Em seguida, é fundamental realizar uma revisão preliminar da literatura. Essa etapa revela o que já se sabe sobre o assunto. Por exemplo, você pode descobrir que muitos estudos já abordam a ansiedade relacionada a provas.
No entanto, a lacuna pode estar na ansiedade específica em apresentações de trabalho em grupo na modalidade EAD. Portanto, a pergunta de pesquisa nasce dessa intersecção: “Como a dinâmica de grupos virtuais influencia os níveis de ansiedade em apresentações orais de universitários?”. Esse é o cerne de como fazer problematização de um projeto de pesquisa de forma eficaz.
Um estudo da CAPES indicou que aproximadamente 30% das propostas rejeitadas apresentam falhas na formulação do problema. Isso demonstra a importância crucial desta etapa. A problematização deve ser clara, precisa e passível de investigação. Além disso, ela precisa ser relevante para a área. Uma boa dica é testar sua problematização transformando-a em uma pergunta principal. Se a pergunta for muito ampla ou já tiver resposta óbvia, é necessário refinar. Dessa forma, você garante que sua pesquisa terá um ponto de partida sólido e promissor.
Como Fazer Problematização de um Projeto de Pesquisa: Técnicas Práticas
Fazer problematização de um projeto de pesquisa exige o uso de técnicas específicas para “enxergar” o problema. Uma das mais poderosas é a análise de contradições. Você identifica pontos onde os estudos anteriores discordam ou onde a teoria não condiz com a prática observada. Outra técnica é examinar lacunas de conhecimento, como populações não estudadas ou contextos inexplorados. Por exemplo, se todos os estudos sobre um aplicativo foram feitos com jovens, qual seu impacto na terceira idade? A seguir, uma lista com cinco perguntas-chave para guiar o processo:
- 1. O que já é conhecido e consensual sobre meu tema na literatura?
- 2. Quais são os limites, contradições ou debates em aberto nesse campo?
- 3. Existe uma população, contexto ou variável específica que foi negligenciada?
- 4. Minha pergunta de pesquisa é clara, focada e investigável com os métodos disponíveis?
- 5. A resposta para essa pergunta trará uma contribuição nova (teórica, metodológica ou prática)?
Utilizar essas perguntas como um checklist aumenta drasticamente a qualidade da problematização. Além disso, dialogar com colegas e orientadores é essencial. Eles podem apontar falhas de raciocínio ou sugerir ângulos mais interessantes. Portanto, a problematização é um exercício iterativo de leitura, questionamento e refinamento. Ela não é feita de uma só vez, mas amadurece com o tempo e o aprofundamento no tema.
Exemplos Concretos e Erros Comuns a Serem Evitados
Vamos contrastar uma problematização fraca com uma forte. Problematização fraca: “Vou pesquisar redes sociais porque são populares”. Isso é apenas um tema, não um problema. Problematização forte: “Embora estudos liguem o uso de redes sociais à comparação social, pouco se sabe sobre como os algoritmos de curadoria de conteúdo no Instagram exacerbam essa comparação entre mulheres de 18 a 24 anos”.
Perceba a especificidade e a clara indicação da lacuna. Um erro comum é confundir problema de pesquisa com problema social. O problema social é amplo (ex.: evasão escolar). O problema de pesquisa é acadêmico e delimitado (ex.: a relação entre a distância da escola e a taxa de evasão no ensino médio rural).
Outro erro frequente é propor um problema que é, na verdade, óbvio ou de resposta já conhecida. Pesquisas mostram que cerca de 25% dos iniciantes caem nessa armadilha. Para evitar isso, a revisão de literatura é sua maior aliada. Ela fornece o mapa do que já foi descoberto. Portanto, você não está “reinventando a roda”. Finalmente, a problematização deve ser factível. Delimitar um problema gigantesco que exigiria uma equipe de 50 pessoas é um caminho para o fracasso. A arte de fazer problematização de um projeto de pesquisa está justamente em equilibrar relevância com exequibilidade.

Formulação do Problema de Pesquisa: Clareza e Foco
A problematização é o alicerce de qualquer projeto de pesquisa científico. Ela representa o momento crucial onde o pesquisador identifica, delimita e justifica uma lacuna no conhecimento existente. Portanto, uma boa problematização transforma uma curiosidade vaga em uma questão investigável e relevante. Ela guia toda a metodologia, desde a revisão da literatura até a análise dos resultados. Dessa forma, dominar como fazer problematização de um projeto de pesquisa é a habilidade mais crítica para um pesquisador. Um problema bem formulado garante foco, viabilidade e impacto acadêmico ou social ao trabalho.
O Que É e Por Que É Essencial Fazer Problematização de um Projeto de Pesquisa
Problematizar vai muito além de simplesmente escolher um tema. Envolve mapear o que já se sabe sobre um assunto para então apontar o que ainda não se sabe. Esse “não saber” constitui o problema de pesquisa. A importância dessa etapa é quantificável. Estudos sobre avaliação de projetos indicam que cerca de 30% das reprovações em bancas estão diretamente ligadas a problemas de pesquisa mal formulados, como falta de clareza ou escopo muito amplo. Fazer problematização de um projeto de pesquisa com excelência, portanto, aumenta exponencialmente as chances de sucesso. Ela funciona como um mapa, prevenindo que o pesquisador se perca em caminhos irrelevantes durante a investigação.
Um problema bem estruturado possui características específicas. Ele deve ser claro, preciso e expresso de forma interrogativa. Além disso, precisa ser factível, ou seja, passível de ser investigado com os recursos e tempo disponíveis. Por fim, deve ser relevante para a área do conhecimento ou para a sociedade. Ignorar essa etapa resulta em projetos difusos e conclusões fracas. Portanto, dedicar tempo para fazer problematização de um projeto de pesquisa é um investimento que se paga ao longo de todo o processo.
Passo a Passo para Construir uma Problematização Sólida
Construir uma problematização robusta é um processo sistemático. Seguir uma sequência lógica garante coesão e profundidade. Primeiramente, comece com uma revisão preliminar da literatura sobre seu tema de interesse. Em seguida, identifique as contradições, os consensos e, principalmente, as lacunas nos estudos existentes. A partir daí, você poderá delimitar com precisão o território do “desconhecido” que sua pesquisa pretende explorar. Esse é o cerne da problematização.
Para operacionalizar esse processo, considere estes cinco passos fundamentais:
- 1. Escolha do Tema: Defina a área geral de interesse (ex.: “ensino remoto”).
- 2. Revisão de Literatura: Mapeie o que já foi publicado sobre o tema.
- 3. Identificação da Lacuna: Encontre o ponto não resolvido (ex.: “impacto na motivação de alunos adultos”).
- 4. Formulação do Problema: Transforme a lacuna em pergunta (ex.: “Como o ensino remoto impacta a motivação intrínseca de alunos adultos na educação corporativa?”).
- 5. Justificativa: Argumente por que responder essa pergunta é importante e para quem.
Note que a pergunta-problema deve ser específica. Perguntas muito amplas, como “Qual o impacto do ensino remoto?”, são inúteis para guiar uma pesquisa. Uma dica prática é utilizar questionadores como “Como?”, “De que maneira?”, “Em que medida?” ou “Por que?”. Esses termos forçam uma delimitação mais precisa. Dessa forma, você garante que seu projeto nasça com um norte bem definido.
Erros Comuns e Como Evitá-los na Hora de Fazer a Problematização
Muitos pesquisadores, especialmente iniciantes, tropeçam em armadilhas previsíveis durante a problematização. O erro mais frequente é a formulação de um problema demasiadamente amplo ou óbvio. Por exemplo, “A poluição é um problema mundial” é uma afirmação, não um problema de pesquisa. Outro equívoco comum é confundir o problema com a falta de dados. O problema é a questão teórica ou prática; a falta de dados é uma consequência. Evitar esses erros economiza tempo e frustrações.
Um segundo erro crítico é a problematização desconectada da literatura. Pesquisas mostram que projetos com revisão bibliográfica superficial têm uma taxa 40% maior de objeções quanto à originalidade. Portanto, sua problematização deve dialogar explicitamente com outros estudos. Cite autores que abordam o tema e mostre onde seu trabalho se insere. Além disso, fuja de problemas que são, na verdade, apenas opiniões pessoais disfarçadas de investigação científica. A problematização exige embasamento e objetividade.
Para uma verificação final, faça a si mesmo estas perguntas: Minha pergunta-problema é clara e compreensível? Ela pode ser investigada empiricamente ou através de análise teórica? Ela contribui para preencher uma lacuna real no conhecimento? As respostas devem ser um sonoro “sim”. Seguindo essas diretrizes, a etapa de fazer problematização de um projeto de pesquisa se torna menos intimidadora e mais produtiva. Ela será a bússola para uma jornada de pesquisa bem-sucedida.
Da Problematização aos Objetivos: Alinhando a Investigação
A problematização é o alicerce intelectual de qualquer projeto de pesquisa. Ela representa o momento crucial em que o pesquisador, diante de um tema amplo, identifica e formula uma questão específica, relevante e ainda não respondida satisfatoriamente. Esse processo vai muito além de simplesmente “achar um problema”.
Trata-se de construir um argumento lógico que justifica a necessidade da investigação, demonstrando uma lacuna no conhecimento, uma contradição na literatura ou uma nova perspectiva sobre um fenômeno conhecido.
Portanto, dominar como fazer problematização de um projeto de pesquisa é a habilidade mais crítica para garantir que o estudo tenha direção, significado e potencial de contribuição científica ou social. Uma problematização bem-feita naturalmente conduz à definição clara dos objetivos, criando um eixo coerente para todo o trabalho.
O que é uma Boa Problematização? Características Essenciais
Uma problematização eficaz não é uma pergunta vaga ou genérica. Ela deve ser clara, focada e delimitada. Além disso, precisa ser passível de investigação através de métodos científicos ou acadêmicos. Uma boa problematização surge de um diálogo crítico com a literatura existente. O pesquisador deve mostrar que conhece o estado da arte sobre o tema para, então, apontar o que ainda falta ser explorado.
Dessa forma, ela funciona como uma ponte entre o conhecimento consolidado e a nova contribuição que o projeto pretende oferecer. Por exemplo, em vez de “estudar o impacto das redes sociais”, uma problematização robusta poderia questionar: “De que maneira algoritmos de recomendação em plataformas de vídeo curto influenciam a polarização política em eleitores jovens brasileiros, considerando estudos recentes sobre bolhas de filtro?”.
Estatísticas revelam a importância dessa etapa. Um estudo analisando projetos de iniciação científica mostrou que aproximadamente 40% das falhas na avaliação estão relacionadas a problemas na formulação da questão de pesquisa ou na justificativa. Portanto, investir tempo na problematização economiza esforços futuros e aumenta drasticamente as chances de aprovação e sucesso do projeto. Ela é o seu principal argumento de venda para bancas, agências de fomento e orientadores.
Como Fazer Problematização de um Projeto de Pesquisa: Um Passo a Passo Prático
Para fazer problematização de um projeto de pesquisa de forma estruturada, siga esta sequência lógica. Primeiro, parta de um interesse amplo e realize uma revisão bibliográfica inicial. Em segundo lugar, identifique contradições, consensos ou silêncios na literatura. Terceiro, delimite o escopo considerando tempo, recursos e viabilidade. Um método eficaz é a técnica dos “porquês” sucessivos, que aprofunda a reflexão. Por exemplo: “Há evasão no curso X. Por quê? Falta de engajamento. Por quê? Metodologias de ensino inadequadas. Por quê especificamente? Não há adaptação aos estilos de aprendizagem da geração Z”. Dessa forma, você chega a um cerne investigável.
É fundamental formular a pergunta de pesquisa de maneira explícita. Ela deve guiar todo o desenho metodológico. Utilize verbos como “analisar”, “investigar”, “compreender” ou “avaliar”. Lembre-se: a problematização não é o objetivo, mas o caminho para ele. Ela justifica por que seus objetivos (geral e específicos) são necessários e urgentes. Fazer problematização de um projeto de pesquisa com excelência significa, em última análise, convencer o leitor de que sua investigação é não apenas possível, mas essencial.
- 1. Revisão Exploratória: Mapeie o que já foi publicado sobre o tema em fontes confiáveis.
- 2. Identificação da Lacuna: Encontre o “buraco” no conhecimento, a pergunta não respondida.
- 3. Contextualização e Justificativa: Explique por que preencher essa lacuna é importante (cientificamente, socialmente).
- 4. Formulação da Pergunta: Transforme a lacuna em uma pergunta clara e direta.
- 5. Delimitação: Defina limites temporais, geográficos, populacionais ou teóricos.
Da Problema aos Objetivos: Garantindo o Alinhamento Lógico
A problematização bem construída leva naturalmente à definição dos objetivos. O objetivo geral deve ser uma resposta direta à pergunta central da problematização. Se a problematização questiona “como o fenômeno A afeta B”, o objetivo geral será “analisar o impacto do fenômeno A sobre B”. Os objetivos específicos, por sua vez, desdobram-se em etapas acionáveis para atingir o geral. Eles devem ser mensuráveis e direcionar a metodologia. Esse alinhamento é chamado de “fio da meada” ou coerência interna do projeto. Se houver desconexão, a pesquisa perde foco e credibilidade.
Considere este exemplo prático. Problematização: “Apesar da obrigatoriedade da Lei de Acesso à Informação (LAI), estudos apontam que 70% dos pedidos de informação a órgãos municipais são respondidos com atraso ou inadequação. Quais são os fatores organizacionais que mais impedem a implementação efetiva da LAI em prefeituras de pequeno porte?” Objetivo Geral: “Identificar e analisar os principais fatores organizacionais que dificultam a implementação da Lei de Acesso à Informação em prefeituras de pequeno porte na região Y.” Portanto, cada etapa metodológica (entrevistas, análise documental) será desenhada para cumprir os objetivos específicos derivados dessa questão central.

Conclusão
Em resumo, dominar a arte de fazer problematização de um projeto de pesquisa é o divisor de águas entre um trabalho comum e uma investigação acadêmica de alto impacto. Como vimos, esse processo vai muito além de simplesmente “achar um problema”; trata-se de delimitar com precisão um território de conhecimento, identificar uma lacuna genuína e formular uma pergunta que seja, ao mesmo tempo, relevante, original e viável.
Ao seguir os passos discutidos – do levantamento bibliográfico crítico à formulação clara do problema e das hipóteses – você constrói os alicerces sólidos que garantirão coerência, foco e significado a todo o seu projeto, economizando tempo e esforço nas etapas seguintes.
Portanto, encare a problematização não como uma mera formalidade burocrática, mas como a etapa mais criativa e intelectual do seu planejamento. A pergunta bem-feita é a bússola que guiará sua metodologia, a análise dos resultados e, finalmente, a contribuição do seu trabalho para a área. O valor prático é imensurável: um problema de pesquisa bem delineado conquista a atenção de avaliadores, orientadores e agências de fomento, pois demonstra rigor científico e maturidade acadêmica desde o primeiro contato com a sua proposta.
Coloque a mão na massa imediatamente
Releia suas anotações, revisite a literatura com um olhar questionador e comece a esboçar o “quê”, o “porquê” e o “para quê” da sua investigação. Não busque a pergunta perfeita de primeira; permita-se refinar, ajustar e polir a sua problematização através de rascunhos sucessivos e discussões com colegas e seu orientador. O próximo passo concreto é transformar a compreensão teórica em ação prática, redigindo a primeira versão da sua seção de “Formulação do Problema”.
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Finalmente, lembre-se: toda grande descoberta científica ou contribuição relevante nas humanidades começou com uma excelente pergunta. A sua jornada de pesquisa está prestes a ganhar direção e propósito. Invista tempo e energia nesta fase fundamental, e você colherá os frutos ao longo de todo o caminho. Mãos à obra, e sucesso na construção do seu projeto!
Perguntas Frequentes
Como fazer problematização de um projeto de pesquisa de forma eficaz?
Fazer problematização de um projeto de pesquisa é o processo de identificar, delimitar e formular claramente o problema central que sua investigação pretende resolver. Para ser eficaz, você deve partir de uma observação inicial de uma lacuna, contradição ou necessidade no campo de estudo. Em seguida, é crucial contextualizar esse problema dentro da literatura acadêmica existente, mostrando o que já se sabe e, principalmente, o que ainda não foi respondido.
A formulação final, geralmente na forma de uma pergunta principal, deve ser clara, específica, relevante e factível de ser investigada. Por exemplo, em vez de um tema amplo como “redes sociais”, uma boa problematização seria: “De que maneira o algoritmo de recomendação do TikTok influencia a formação de câmaras de eco políticas entre jovens brasileiros de 18 a 24 anos?”. Portanto, fazer problematização de um projeto de pesquisa exige um exercício de foco e justificativa, sendo a espinha dorsal de todo o trabalho científico.
Quais são os benefícios de fazer problematização de um projeto de pesquisa antes de começar?
Dedicar tempo para fazer problematização de um projeto de pesquisa traz benefícios fundamentais para o sucesso da investigação. Em primeiro lugar, ela fornece um rumo claro, evitando que o pesquisador se perca em assuntos muito amplos ou dispersos. Ela justifica a relevância e a originalidade do estudo, demonstrando sua contribuição para a área.
Além disso, uma problematização bem-feita facilita a definição dos objetivos (geral e específicos) e a escolha da metodologia mais adequada, pois você já sabe exatamente qual problema precisa ser resolvido. Para o avaliador ou agência de fomento, uma problematização sólida é sinal de maturidade e planejamento, aumentando as chances de aprovação. Em resumo, esse passo inicial economiza tempo e recursos no longo prazo, garantindo que toda a energia seja direcionada para a solução de uma questão bem definida e significativa.
Quais são os erros mais comuns ao fazer problematização?
Ao fazer problematização de um projeto de pesquisa, alguns erros recorrentes podem comprometer a qualidade do trabalho. O principal é formular um problema muito amplo ou vago, como “estudar a depressão”, sem delimitar população, contexto ou aspecto específico. Outro erro frequente é confundir o problema de pesquisa com o tema; o tema é o assunto geral, enquanto o problema é a questão específica dentro dele que será investigada.
Também é comum apresentar um problema que já foi amplamente resolvido pela literatura, faltando originalidade, ou, pelo contrário, propor algo impossível de ser pesquisado com os recursos disponíveis. Por fim, muitos pesquisadores iniciantes não conseguem articular claramente por que aquele problema é importante, negligenciando a justificativa. Evitar esses equívocos exige leitura crítica da bibliografia, orientação e várias rodadas de refinamento da pergunta central.
Fazer problematização de um projeto de pesquisa é indicado apenas para doutorado ou também para TCC?
Absolutamente, fazer problematização de um projeto de pesquisa é uma etapa fundamental e obrigatória para qualquer trabalho científico, independentemente do nível acadêmico. Para um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), a problematização é o que transforma um interesse genérico em um projeto viável dentro dos prazos e recursos de um graduando.
A diferença está no escopo e na profundidade. Enquanto em um doutorado espera-se uma problematização que aborde lacunas complexas e contribua de forma original para o campo, no TCC a problematização pode focar em aplicar um referencial teórico a um contexto local específico ou explorar um ângulo ainda não estudado de um problema mais conhecido.
Em ambos os casos, sem uma problematização clara, o trabalho perde seu norte e sua razão de existir. Portanto, dominar essa habilidade desde a iniciação científica e no TCC é um investimento crucial para qualquer carreira acadêmica ou profissional baseada em evidências.
Qual a relação entre a problematização e os objetivos da pesquisa?
A problematização e os objetivos da pesquisa têm uma relação direta de causa e consequência. A problematização, geralmente formulada como uma pergunta principal (ex: “Qual o impacto da Lei de Proteção de Dados no marketing digital de pequenas empresas?”), define o problema a ser resolvido. Os objetivos, por sua vez, são a declaração explícita das ações que o pesquisador realizará para responder a essa pergunta e, assim, abordar o problema.
O objetivo geral é uma meta ampla que espelha a problematização (ex: “Analisar o impacto da LGPD nas estratégias de marketing digital de pequenas empresas”). Os objetivos específicos desdobram-se em etapas menores e operacionais (ex: “Identificar as principais mudanças técnicas adotadas; Medir a variação no custo de aquisição de clientes; etc.”).
Dessa forma, fazer problematização de um projeto de pesquisa com precisão é o pré-requisito para estabelecer objetivos claros, coerentes e alcançáveis, criando uma linha lógica que guia toda a metodologia.
Como transformar um tema de interesse em um problema de pesquisa?
Transformar um tema de interesse em um problema de pesquisa é a essência do ato de problematizar. O primeiro passo é realizar uma leitura exploratória sobre o tema para entender seu estado da arte. A partir daí, você deve fazer perguntas críticas: O que ainda não foi explicado? Existem contradições entre os estudos existentes?
Esse fenômeno se manifesta de forma diferente em um contexto específico? Por exemplo, seu tema é “ensino remoto”. Ao ler, você descobre que há muitos estudos sobre o ensino superior, mas poucos sobre a educação profissional técnica no interior do Brasil durante a pandemia. Essa lacuna é a semente do problema.
A próxima etapa é refinar essa lacuna em uma pergunta investigável: “Quais foram os principais obstáculos pedagógicos e tecnológicos enfrentados por professores de cursos técnicos presenciais no interior do Nordeste durante a migração compulsória para o ensino remoto em 2020?”. Portanto, a chave é passar da descrição de um assunto (“eu quero falar sobre X”) para a investigação de uma questão específica e não resolvida dentro dele.
